Capela de pedra chama a atenção no Eldorado
(017) 99621-4648

Capela de pedra chama a atenção no Eldorado

O pedestre que avança apressado pela avenida Nova Granada, no coração da zona norte de Rio Preto, pode não reparar que ali, encravado entre concreto e asfalto, casas residenciais e comércio variado, existe um dos lugares mais especiais e sagrados do Eldorado. 

A capela revestida de pedra, com apenas 20 metros quadrados, foi erguida em louvor a Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Uma grande imagem da santa fica ladeada por flores no asseado altar. Um recinto de paz, oração e tranquilidade. 

O portão de acesso permanece normalmente trancafiado. É o normal. A medida tem explicação: evitar a ação de vândalos que insistem em profanar o sagrado. A chave dos dois cadeados foi confiada a um simpático casal que carrega a religiosidade no coração.

A igrejinha é referência no Eldorado, o primeiro bairro a ser criado na região norte. Na década de 1950, o perímetro urbano, nesse sentido, encerrava-se na Boa Vista. Do córrego Piedade para cima, tudo era fazenda e mato. Mais nada.

O surgimento do Eldorado, em 1964, começou a modificar a nossa história urbana e iniciou um processo de expansão que hoje atinge seu ápice. É composto por 259 quadras, que abrigam 3.521 terrenos. É uma das áreas mais populosas.

A capela foi construída somente décadas depois da fundação. Surgiu nos anos 90 por iniciativa de Nazira Jamal, mulher de Manoel Antunes, professor e ex-prefeito em duas oportunidades. A motivação? Fé. Sentiu necessidade de criar um espaço para receber pessoas que ali moram ou estão de passagem. 

Embora resida na Boa Vista, Nazira quando tem oportunidade segue para o Eldorado e faz suas orações na capelinha. Quando isso ocorre, volta para casa com a alma muito mais leve.

Categoria: COISA NOSSA

Criado em: 04/04/17 18:04:46

Sobre Autor

Raul Marques atua na imprensa de São José do Rio Preto (SP). Desempenhou as funções de produtor, repórter, chefe de reportagem, repórter-especial e editor. Trabalhou durante 12 anos no jornal Diário da Região, onde atuou na cobertura da Guerra Civil no Haiti e produziu importantes reportagens e séries especiais sobre história, comunidade, trânsito, turismo, meio ambiente e saúde. Tem dois livros publicados.