Imagem de santa no topo do prédio
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Imagem de santa no topo do prédio

Ela observa o Centro de ponto privilegiado: o alto do edifício Calil Buchala, o popular Marmitão. A imagem de Nossa Senhora do Carmo está há 25 anos no mesmo lugar, quase sem ser notada, em ângulo de onde se pode ver a cidade de forma ampla.

Lá embaixo, na calçada e nas ruas, pedestres seguem apressados para o trabalho. Do chão, impossível saber que no prédio existe uma imagem imponente, com quatro metros de altura. É observada por poucos. Sua presença, aliás, é praticamente desconhecida.

A imagem foi colocada no Marmitão, um dos nossos prédios comerciais mais importantes, por iniciativa de Antonio Toloi Stafuzza, na época, pároco da igreja Nossa Senhora do Carmo, na Vila Anchieta. O religioso morreu em outubro de 2000. 

A vontade inicial do padre era instalar a imagem de Nossa Senhora do Carmo na frente da paróquia que dirigia. Mudou, porém, os planos. Escolheu um prédio alto. Para a santa abençoar as dezenas de milhares de pessoas que circulam todos os dias.

A tarefa não foi complicada. Afinal, a família Buchala, dona do edifício, é reconhecida pela fé. No começo, a imagem se tornou atração. Com a verticalização que invadiu a arquitetura, foi parcialmente encoberta por outras construções que surgiram nos últimos anos.

O rosto da santa está virado para a região noroeste. Encontra-se de frente para o prédio do Fórum. No entorno, as ruas Marechal Deodoro, Voluntários de São Paulo e Bernardino de Campos. É vizinha de prédios históricos e que estão na lembrança de muita gente.

Nossa Senhora do Carmo, aliás, é uma das padroeiras da cidade, junto de São José. Rio Preto começou sua história com dois patrimônios, ou seja, duas doações de terras. Uma feita para São José e outra para Nossa Senhora do Carmo. Desta forma, temos dois padroeiros.


Categoria: VOCÊ SABIA?

Criado em: 04/04/17 18:04:54

Sobre Autor

Raul Marques atua na imprensa de São José do Rio Preto (SP). Desempenhou as funções de produtor, repórter, chefe de reportagem, repórter-especial e editor. Trabalhou durante 12 anos no jornal Diário da Região, onde atuou na cobertura da Guerra Civil no Haiti e produziu importantes reportagens e séries especiais sobre história, comunidade, trânsito, turismo, meio ambiente e saúde. Tem dois livros publicados.